Padrasto que abusou desde a infância de Eva Luana é condenado a 35 anos de prisão

Homem foi condenado pelos crimes de lesão corporal no âmbito da violência doméstica, tortura e estupro de vulnerável

Foto: Reprodução / Internet
Postado em 15/08/2019 12:23

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O padrasto da jovem Eva Luana foi condenado a 35 anos e 21 dias de reclusão em regime fechado, pela Justiça. O juiz Ricardo José Vieira de Santana publicou a decisão nesta quarta-feira (14). Thiago Oliveira teve a prisão preventiva decretada em fevereiro, após o Ministério Público do Estado da Bahia o denunciar à Justiça.

Além dos 35 anos de prisão em regime fechado, Thiago foi condenado a mais um ano e três meses de detenção em regime aberto. Ele foi sentenciado pelos crimes de lesão corporal no âmbito da violência doméstica, tortura e estupro de vulnerável, de acordo com a MP-BA.

Caso

Uma mulher de 21 anos usou as redes sociais para denunciar agressões sofridas pelo padrasto durante nove anos. Segundo Eva Luana, moradora do município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), os abusos começaram quando ela tinha 12 anos de idade.

“Minha mãe era agredida, abusada, violada e torturada quase todos os dias. Meu padrasto era obsessivo e ciumento com ela. Resumindo de uma maneira geral, ela era agredida com chutes, joelhadas, objetos. Era abusada sexualmente de todas as formas possíveis. Era obrigada a tomar bebidas até vomitar e quando vomitava tinha que tomar o próprio vômito como castigo”, descreveu.

Aos 13 anos, Eva chegou a denunciar o agressor, mas, segundo ela, foi obrigada a retirar a queixa por ameaças do padrasto. Veja o post abaixo na época:

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{2} (…) e de 4 ele enfiou as pizzas na minha boca me chamando de animal, eu vomitei e comi meu próprio vômito.  Meu gato comeu um pedaço e lambeu outro, ele me obrigou a comer o que ele havia lambido. Eu apanhei a noite toda e no outro dia eu tinha que fingir que nada havia acontecido. Eu era obrigada a fazer todos os trabalhos da faculdade dele e se eu não fizesse perfeito eu pagava o preço.  Eu também respondia todas as provas da faculdade,  era obrigada a sair mais cedo da minha aula pra responder às provas dele pelo celular. Existiam castigos e punições pra tudo. Até mesmo se eu não pagasse uma conta no banco que estava super lotado, mesmo tendo horários no trabalho ou estágio. Meu celular era vistoriado todos os dias a noite. Ele desinstalava o whatsapp e reinstalava novamente pra poder recuperar as conversas apagadas.  Eu não podia namorar. Eu não podia sair com meus amigos, não tinha vínculo social com ninguém. Todos os vínculos eram vigiados e ele sempre respondia pessoas como se fossem eu. Todas as minhas senhas no celular, redes sociais e Gmail eram monitoradas por ele . Me vigiava na porta da sala da faculdade.  Todos percebiam e me viam chorando. Ele me tratava mal em público. Ele me agredia nos estupros mas depois de um tempo, só utilizou das ameaças contra a minha família. Eu era usada como um lixo. Já abortei diversas vezes. Nunca pude ir ao médico pra fazer curetagem. Todas as vezes sangrava e passava mal a noite inteira. Já vi os bebês inteiros no vaso sanitário.  Eu era chamada de burra, anta, doente, demente todos os dias e era obrigada a repetir isso pra mim mesma. Quando era solicitada pelo trabalho ou convidada pra algo que eu não poderia recusar, era obrigada a mandar print pra ele me permitir ir ou não.  Minha mãe era agredida psicologicamente constantemente também,  não tinha mais voz ativa dentro de casa. Ele arrancou a alma dela também. Ele é um monstro, perdi minha infância e adolescência. Me sentia um lixo por não ter forças pra pedir ajuda e por sentir tanto medo (…)

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O padrasto da jovem Eva Luana foi condenado a 35 anos e 21 dias de reclusão em regime fechado, pela Justiça. O juiz Ricardo José Vieira de Santana publicou a decisão nesta quarta-feira (14). Thiago Oliveira teve a prisão preventiva decretada em fevereiro, após o Ministério Público do Estado da Bahia o denunciar à Justiça.

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Fonte: VN